Durante as últimas décadas, o objectivo primordial, associado à aprendizagem de uma língua, surge no sentido do desenvolvimento de uma competência comunicativa, acentuando-se a necessidade de aprender a língua para comunicar. A função social da língua assume-se como uma prioridade; contudo, a valorização do conteúdo cultural que lhe está associada é entendida parcelarmente e de forma limitada. A cultura ensinada é encarada como um produto e não como um processo e é esta mudança de perspectiva que aqui pretendemos pôr em relevo, através de um estudo empírico centrado na figura do professor, que procurou verificar a sua participação no desenvolvimento de uma competência intercultural que surgirá directamente relacionada com o ensino da cultura subjacente ao uso concreto de uma língua. Este livro tem por base uma dissertação, desenvolvida no âmbito do mestrado em Relações Interculturais da Universidade Aberta e, no seu conjunto, fornece as coordenadas para entendermos este novo modo de olhar o processo de ensino-aprendizagem de uma língua, assente no desenvolvimento de uma competência intercultural que parece marcar a diferença na era da interculturalidade. (CASTRO, 2004)
O intercâmbio é uma prática muito comum hoje em dia. É uma maneira de agregar conhecimento científico, aprender novos idiomas, novas culturas e até quem sabe novos hábitos, sejam eles culturais ou alimentares. Mas você vai pra um país diferente, onde você não conhece nada e, muita das vezes, não conhece ninguém. Então o que vou fazer? O que vou comer? Como vou manter uma alimentação saudável morando no exterior? (THOMAS, 2017)
A proposta de uma pedagogia inter/multicultural é pertinente, ao mesmo tempo uma discussão enriquecedora para o contexto educacional, uma vez que estamos sempre em constante mudança. Inserido nesse entorno, caracterizado pela diversidade de culturas, de saberes, valores, crenças, conflitos étnicos raciais, é que a pedagogia enquanto prática pedagógica visa e necessita ampliar as possibilidades para uma reflexão rica, reflexiva, crítica e flexível em relação às transformações no âmbito educacional. Essas mudanças, como diferentes concepções de cultura, currículo, ensino, aprendizagem, prática pedagógica e educação, que orientam e reorientam o currículo escolar e suas relações com a comunidade, motivam o pedagogo a enfrentar os desafios que surgem nessa nova face do conhecimento e saber, presentes em diversos espaços da sociedade. (ISSN 2177-336X)
Devido a globalização, hoje é possível desenvolver uma carreira profissional em um outro país. E aquela história de “sair do Brasil só para estudar/fazer intercâmbio” está mudando cada vez mais. Hoje, é possível sim criar uma carreira internacional e é claro que isso é uma grande experiência. Entretanto, é comum que profissionais após um certo tempo fora, queiram voltar para o Brasil, sendo os principais motivos: saudade dos familiares e amigos, falta de oportunidades e visto de trabalho negado. Portanto, voltar é o caminho normalmente escolhido. Contudo, conseguir um novo emprego pode não ser das tarefas mais fáceis. Isso porque, as dinâmicas para conseguir um emprego aqui são bem diferentes de outros países. (ELLIOT, 2019)
Quem cogita fazer um intercâmbio já tem em mente que o tempo longe de casa vai ser longo. Para alguns, a experiência é tirada de letra desde o início, mas não são todos que conseguem se adaptar facilmente a outra atmosfera. Por isso, opções de viagem internacional que combinam interesses e hobbies com o estudo do inglês são perfeitas para melhor adaptação do estudante enquanto estiver no exterior. Além da pluralidade de opções para programar a viagem e a variedade de países de destino, as modalidades esportivas nesse tipo de intercâmbio também são muitas e conseguem agradar diversos gostos. (WIZARD, 2019)
O termo “gamer” ou “gameplayer” era conhecido e usado por jogadores de Role-Playing Games (RPG), um gênero no qual os jogadores assumem papéis de personagens fictícios e criam narrativas colaborativamente. Na Irlanda os eventos gamers e as possibilidades de aprendizado a partir destas interações contribuem muito para a experiência intercultural.(warpzone, 2018)





